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Saúde

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27 de Fevereiro de 2026

Fevereiro Laranja reforça importância do diagnóstico precoce da leucemia

Foto: Freepik

O Fevereiro Laranja é dedicado à conscientização sobre a leucemia, doença que tem origem na medula óssea e afeta a produção das células do sangue. A campanha reforça a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar diagnóstico precoce, fator determinante para o sucesso do tratamento.

De acordo com a hematologista Dra. Valéria de Freitas Dutra, do Hospital Dia Campo Limpo, unidade gerenciada pelo CEJAM em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), a leucemia se desenvolve na estrutura responsável pela produção das células sanguíneas.

“Nosso corpo possui uma fábrica de sangue, chamada medula óssea e nela há produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. A leucemia é uma doença em que ocorre uma proliferação anormal de células defeituosas na medula óssea, ou seja, a fábrica passa a ter só um tipo de produção, prejudicando a atuação das outras células.”
A especialista explica que a doença pode se manifestar de forma mais rápida ou mais lenta e atingir diferentes tipos de células do sangue, fatores que determinam sua classificação e orientam o tratamento.

“Basicamente, dividimos as leucemias em agudas (aquelas de aparecimento rápido) e crônicas (aquelas que demoram para evoluir e causar complicações) e pela característica da célula doente (mieloide ou linfoide).”

Sintomas que merecem atenção

“A leucemia, principalmente a aguda, pode começar disfarçada, com sintomas como cansaço extremo, palidez, infecções frequentes, febre sem motivo claro, manchas roxas ou sangramentos fáceis, dores ósseas e perda de peso sem explicação, sendo confundida com estresse, virose, anemia ou excesso de trabalho. Em alguns casos, os sintomas também se assemelham aos de doenças como a dengue.”, esclarece a médica.

Fatores de risco e diagnóstico

Não há uma forma específica de prevenção, mas existem fatores de risco conhecidos.

“Infelizmente, a leucemia não é como diabetes ou pressão alta, que se pode evitar só mudando hábitos. Mas sabemos que existem fatores de risco, como exposição à radiação, contato com produtos químicos fortes, quimioterapia prévia e algumas doenças genéticas. É muito importante, por exemplo, que quem trabalha exposto a produtos químicos use os equipamentos de prevenção de forma adequada.”

Ela destaca ainda o impacto do diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo fazemos o diagnóstico, mais forte o paciente estará para enfrentar a doença, já que as leucemias agudas necessitam de quimioterapia. Hoje, a leucemia mieloide crônica é uma doença de ótimo controle, mas também precisa ser diagnosticada a tempo, pois em fases mais avançadas pode exigir tratamento mais intensivo.”

Tratamento e acompanhamento

O oncologista Dr. José Márcio, do Hospital Estadual “Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho”, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e gerenciada pelo CEJAM, destaca que o tratamento é individualizado e varia conforme o perfil de cada paciente.

“Existem diferentes opções de tratamento para a leucemia, e a escolha depende do tipo da doença, da idade do paciente e das suas condições de saúde. Entre elas estão a quimioterapia, as terapias-alvo, a imunoterapia e, em algumas situações, o transplante de medula óssea. Quando a doença está controlada e sem sintomas, pode ser indicado apenas o acompanhamento clínico. O médico irá definir a melhor opção para cada paciente, sempre considerando segurança e qualidade de vida.”

Ao longo do tratamento, o paciente enfrenta uma série de desafios físicos e emocionais que exigem cuidado constante. “Durante o tratamento, alguns desafios podem aparecer, como cansaço intenso, anemia, maior risco de infecções e efeitos colaterais dos medicamentos. Em determinadas situações, há a necessidade de internações, além de impacto emocional, como medo, ansiedade ou tristeza, e mudanças na rotina familiar, profissional e social.”

Diante desse cenário, o especialista ressalta a importância de um acompanhamento estruturado e contínuo. “O tratamento da leucemia envolve muito mais do que o uso de medicamentos. Uma equipe multiprofissional acompanha o paciente de forma completa, reunindo diferentes especialidades para atender às necessidades clínicas, físicas e emocionais do paciente. Esse acompanhamento integrado contribui para reduzir complicações, melhorar a adesão ao tratamento e garantir mais conforto e qualidade de vida ao longo da jornada.”

A identificação precoce segue sendo um dos principais fatores para ampliar as chances de sucesso no tratamento e reduzir complicações.

“Quando a leucemia é identificada cedo, as chances de controle ou cura são maiores, o tratamento tende a ser menos agressivo, há menor risco de complicações como infecções graves ou sangramentos e o paciente costuma manter melhor qualidade de vida”, afirma Dr. José Márcio.

Fonte: Comunicação, Marketing e Relacionamento

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